terça-feira, 3 de junho de 2008

Entrevista

Entrevista
Francisco Florenzano
Venerável-Mestre da Loja Maçônica Vitória Regia Nº 33

Nas palavras do Venerável-Mestre Francisco Florenzano, Em entrevista exclusiva a nosso BLOG,a autoridade da Loja Maçônica em Oriximiná fala sobre Maçonaria.

1º o que é a Maçonaria?

R= É uma Associação de Homens honrados, que buscando melhorar seu próprio ser, contribuem para a felicidade do gênero humano, disseminando a concórdia, a tolerância, o amor fraterno e a prosperidade, conseqüência do acúmulo de saber que deve distinguir os Maçons.

2º Trace um quadro geral da Maçonaria no Brasil, hoje.

R= Depois de longos tempos de glória, onde a Ordem influiu de maneira decisiva para as grandes conquistas Nacionais, houve uma espécie de acomodação dos seus membros até recentemente. Hoje, a Ordem volta a imprimir vigor nos seus trabalhos e recupera a credibilidade que sempre a diferenciou das demais organizações sociais.

3º O senhor acha que as pessoas que aspiram entrar para a Maçonaria a vêem como uma escada social?

R= Sim. Por não conhecerem plenamente os propósitos da Ordem e de algum modo perceberem que aqueles que são seus membros se notabilizam. Isso ocorre porque a Maçonaria escolhe para si aqueles que tem valor e o progresso material e espiritual decorre da aplicação sistemática dos ensinamentos e a boa prática das virtudes.

4º Qual a avaliação que o Sr. faz de sua gestão frente a Loja Maçônica Vitória Regia Nº 33.

R= Estamos vivendo o apogeu de uma época de recuperação da situação caótica que tomou conta da Loja por longo tempo, até cinco anos atrás. Esta nova era da Vitória Régia nº 33, com a restauração da capacidade de funcionar, melhoramento das instalações prediais e incremento do quadro de Obreiros iniciou-se cinco anos passados, sob a liderança do Venerável Irmão Hirdes Pereira da Silva Júnior, atingindo seu ponto máximo nestes tempos atuais e deverá prosseguir em ritmo forte sob a liderança do Irmão Dalton.

5º Qual foi a principal realização dessa sua gestão? O que você gostaria muito de ter realizado e que não foi possível implementar?

R= Não tenho frustração nenhuma com relação a administração da Loja. Tudo acontece a seu tempo, assim como uma ave só voa depois de completamente emplumada e a solidez de uma obra depende de seus alicerces. Reformamos o Salão de Banquetes, o telhado da Loja foi substituído em 50%, o Templo também foi reformado, e ainda vamos reformar e transformar a fachada neste tempo que me resta como Venerável Mestre. O Quadro de Obreiros foi ampliado, a ritualística aprimorada e interagimos muito mais com outras Lojas do entorno, e a Ordem adquiriu grande visibilidade e respeitabilidade na Sociedade local, dentre outras coisas. Por outro lado, carecemos ainda muitas outras que dependem de investimento mais forte, como a execução de arrimo na parte posterior da sede, a ampliação do Pátio Ocidental, a restauração do banheiro feminino, a implantação de uma Secretaria ágil, moderna e funcional, por exemplo.

6º onde funciona a reunião da maçonaria em oriximiná?

R= Em nosso Templo próprio, localizado à Rua Barão do Rio Branco nº 1772, todas as quintas-feiras às 20:00 h, e quantas outras vezes sejam necessárias para a consecução dos objetivos da Ordem.

7º Para finalizar: deixe seu recado ou reflexão?

R= Nada é tão bom que não possa ser melhorado. Se o Grande Arquiteto do Universo nos iluminar o suficiente, a Vitória Régia nº 33 dentro em breve será referência na jurisdição da Grande Loja Maçônica do Estado do Pará, pela capacidade de seus membros de realizar trabalho, por sua dedicação às causas da Ordem e pelo aperfeiçoamento constante de todos nós. O tema para reflexão é União, cada vez mais União.

Francisco Florenzano

Venerável Mestre



quinta-feira, 29 de maio de 2008

Refletir...


Mais uma história para reflectir. Mais uma pequena história que recebi por correio electrónico. O texto é pequeno. Mas os textos são como os homens: não se medem aos palmos! Não é preciso mais para nos dar que meditar.


Um homem estava a colocar flores na campa de um parente quando, ao seu lado, na campa vizinha, um chinês colocou um prato de arroz.


Voltando-se para ele o homem perguntou:


- Você acredita que o defunto comerá o arroz?


- Sim! – respondeu o chinês…- Quando o seu familiar defunto vier cheirar as suas flores...


Moral da História:


Respeitar as opções do outro, é uma das maiores virtudes que um ser humano pode ter. As pessoas são diferentes, actuam e pensam de modo diverso.


Não julgue! ............ Simplesmente COMPREENDA.


quarta-feira, 28 de maio de 2008

Quanto Ganhas do Hora?




Mais uma pequena história que recebi por correio electrónico. Mais uma vez, quando procurava uma imagem para ilustrar o texto, verifiquei que já foi publicada em vários blogues. Não é razão para não a publicar aqui. Não precisa de comentários. É tão certeira que até dói...!

Um dia, quando um homem chegou tarde a casa, cansado e irritado após um dia de trabalho, encontrou, esperando por si à porta, o seu filho de 5 anos.

- Papá, posso fazer-te uma pergunta?

- Claro que sim. O que é?

- Quanto ganhas numa hora?

- Isso não é da tua conta. Porque me perguntas isso?! - respondeu o homem, zangado.

- Só para saber. Por favor... diz lá... quanto ganhas numa hora? - perguntou novamente o miúdo.

- Bom... já que queres tanto saber, ganho 10 euros por hora.

- Oh! - suspirou o rapazinho, baixando a cabeça.

Passado um pouco, olhando para cima, perguntou:

- Papá, emprestas-me 5 euros?

O pai, furioso, respondeu:

- Se a razão de tu me teres perguntado isso, foi para me pedires dinheiro para brinquedos caros ou outro disparate qualquer, a resposta é não! E, de castigo, vais já para a cama. Vai pensando no menino egoísta que estás a ser. A minha vida de trabalho é dura demais para eu perder tempo com os teus caprichos!

O rapazinho, cabisbaixo, dirigiu-se silenciosamente para o seu quarto e fechou a porta. Sentado na sala, o homem ficou a meditar sobre o comportamento do filho e ainda se irritou mais. Como se atrevia ele a fazer-lhe perguntas daquelas? Como é que, ainda tão novo, já se preocupava em arranjar dinheiro?

Passada mais ou menos uma hora, já mais calmo, o homem começou a ficar com remorsos da sua reacção. Talvez o filho precisasse mesmo de comprar qualquer coisa com os 5 euros. Afinal, nem era costume o miúdo pedir-lhe dinheiro. Dirigiu-se ao quarto do filho e abriu devagarinho a porta.

- Já estas a dormir? - perguntou.

- Não, papá, ainda estou acordado. - respondeu o miúdo.

- Estive a pensar... Talvez tenha sido severo demais contigo. - disse o pai. - Tive um longo e exaustivo dia e acabei por desabafar contigo. Toma lá os 5 euros que me pediste.

O rapazinho endireitou-se imediatamente na cama, sorrindo:

- Oh, papá! Obrigado!

E levantando a almofada, pegou num frasco cheio de moedas. O pai, vendo que o rapaz afinal tinha dinheiro, começou novamente a ficar zangado.O filho começou lentamente a contar o dinheiro, até que olhou para o pai.

- Para que queres mais dinheiro se já tens aí esse? - resmungou o pai.

- Porque não tinha o suficiente. Agora já tenho! - respondeu o miúdo. - Papá, agora já tenho 10 euros! Já posso comprar uma hora do teu tempo, não posso? Por favor, vem uma hora mais cedo amanhã. Gostava tanto de jantar contigo...

Gosto muito que leia este blogue. Mas NUNCA - nunca mesmo! - gaste com ele um minuto que seja do tempo que deve dedicar aos seus filhos!

terça-feira, 27 de maio de 2008

Mulher Estranha.



Recebi este texto por correio electrónico, enviado pelo PauloFR, já há alguns meses. É da autoria de Maria Ivone Corrêa Dias, membro da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás (Brasil) e a sua publicação aqui é uma homenagem que presto a quem teve tanta sensibilidade ao escrevê-lo:

Eu sei que ela existe (embora eu nunca a veja...), mulher estranha, de mãos imensas, semeando esmolas, misteriosamente, cercada de respeito, de lendas e de temor. As mãos dessa mulher têm forma de amor, mãos que ninam os berços da orfandade, mãos que põem luz na noite da viuvez, mãos que cortam o erro como espadas, mãos que abençoam, que denunciam crime e que trazem, no gesto que redime, toda a unção das próprias mãos de Deus.

Essa mulher tem a graça das Acácias, a ternura que consola a dor alheia, o bem que ela faz gravando só na areia, vem a onda e o leva ao seio do grande Artista que vela sobre o triste, o fraco e o oprimido.

Essa mulher, se escuta algum gemido, se pressente a dor, a injustiça, a queda, como o vento desloca-se, flecha ousada e firme na pressa de salvar, servir e se esconder.

Ela está de pé às portas da miséria...

Junto ao incapaz, ela é o braço potente, amparo ela o é ao lado do indigente, arrimo da velhice, luz da juventude, e ante a própria morte, aos pés do ataúde, essa mulher é esteio, é força e segurança.

Seus braços, quais colunas talhadas na rocha, já sacudiram tronos, muralhas e cidadelas, já libertaram escravos e enriqueceram os pobres, já ergueram nações sobre cinzas de impérios...

Ela já viu morrer os filhos em prol da liberdade, e, embora chorando sobre os seus tristes restos, seu braço ergueu, em sagrado protesto, a bandeira santa do amor universal.

De sua mesa farta, tal como em família, reparte ela o pão da graça feminina, sem humilhar aquele a quem sobrou pobreza, e sua mão direita, segundo o evangelho, jamais presenciou o que a esquerda fez.

A ordem do Senhor: "Amai-vos uns aos outros" à frente do seu Templo essa mulher gravou, e como irmãos se tratam milhões de filhos seus, homens predestinados, cidadãos benditos que não se envergonham - oh não - de crer em Deus.

Essa mulher estranha, sem jóias e sem fraqueza, essa mulher estranha, temida e venerada, mil vezes perseguida, vencendo com galhardia, é cidadã do Mundo, é a MAÇONARIA.