terça-feira, 11 de outubro de 2011

MAQUIAVEL


Mais de quatro séculos nos separam da época em que viveu Maquiavel. Muitos leram e comentaram sua obra, mas um número consideravelmente maior de pessoas evoca seu nome ou pelo menos os termos que aí tem sua origem. "Maquiavélico e maquiavelismo" são adjetivo e substantivo que estão tanto no discurso erudito, no debate político, quanto na fala do dia-a-dia. Seu uso extrapola o mundo da política e habita sem nenhuma cerimônia o universo das relações privadas. Em qualquer de suas acepções , porém , o maquiavelismo está associado a idéia de perfídia , a um procedimento astucioso, velhaco, traiçoeiro. Estas expressões pejorativas sobreviveram de certa forma incólumes no tempo e no espaço, apenas alastrando-se da luta política para as desavenças do cotidiano."
    Assim , hoje em dia , na maioria das vezes, Maquiavel é mal interpretado. Maquiavel, ao escrever sua principal obra, O PRÍNCIPE, criou um "manual da política", que pode ser interpretado de muitas maneiras diferentes. Talvez por isso sua frase mais famosa: -"Os fins justificam os meios"- seja tão mal interpretada. Mas para entender Maquiavel em seu real contexto, é necessário conhecer o período histórico em que viveu. É exatamente isso que vamos fazer.


Painel histórico :
    Maquiavel viveu durante a Renascença Italiana , o que explica boa parte das suas idéias.
    Na Itália do Renascimento reina grande confusão. A tirania impera em pequenos principados, governados despoticamente por casas reinantes sem tradição dinástica ou de direitos contestáveis. A ilegitimidade do poder gera situações de crise instabilidade permanente, onde somente o cálculo político, a astúcia e a ação rápida e fulminante contra os adversários são capazes de manter o príncipe. Esmagar ou reduzir à impotência a oposição interna, atemorizar os súditos para evitar a subversão e realizar alianças com outros principados constituem o eixo da administração. Como o poder se funda exclusivamente em atos de força, é previsível e natural que pela força seja deslocado, deste para aquele senhor. Nem a religião nem a tradição, nem a vontade popular legitimaram e ele tem de contar exclusivamente com sua energia criadora. A ausência de um Estado central e a extrema multipolarização do poder criam um vazio, que as mais fortes individualidades têm capacidade para ocupar.
    Até 1494, graças aos esforços de Lourenço, o Magnífico, a península experimentou uma certa tranqüilidade.
    Entretanto, desse ano em diante, as coisas mudaram muito. A desordem e a instabilidade ficaram incontroláveis. Para piorar a situação, que já estava grave devido aos conflitos internos entre os principados, somaram-se as constantes e desestruturadoras invasões dos países próximos como a França e a Espanha. E foi nesse cenário conturbado, onde nenhum governante conseguia se manter no poder por um período superior a dois meses, que Maquiavel passou a sua infância e adolescência.

Biobibliografia:

    Maquiavel nasceu em Florença em 3 de maio de 1469, numa Itália "esplendorosa mas infeliz", segundo o historiador Garin. Sua família não mera aristocrática nem rica. Seu pai , advogado como um típico renascentista, era um estudioso das humanidades, tendo se empenhado em transmitir uma aprimorada educação clássica para seu filho. Maquiavel com 12 anos, já escrevia no melhor estilo e, em latim.
    Mas apesar do brilhantismo precoce, só em 1498, com 29 anos Maquiavel exerce seu primeiro cargo na vida pública. Foi nesse ano que Nicolau passou a ocupar a segunda chancelaria. Isso se deu após a deposição de Savonarola, acompanhado de todos os detentores de cargos importantes da república florentina. Nessa atividade, cumpriu uma série de missões, tanto fora da Itália como internamente, destacando-se sua diligência em instituir uma milícia nacional.
    Com a queda de soverine, em 1512, a dinastia Médici volta ao poder, desesperando Maquiavel, que é envolvido em uma conspiração, torturado e deportado. É permitido que se mude para São Cassiano, cidade pequena próxima de Florença, onde escreve sobre a Primeira década de Tito Lívio , mas interrompe esse trabalho para escrever sua obra prima: O Príncipe , segundo alguns , destinado a que se reabilitasse com os aristocratas, já que a obra era nada mais que um manual da política.
    Maquiavel viveu uma vida tranqüila em S. Cassiano. Pela manhã, ocupava-se com a administração da pequena propriedade onde está confinado. À tarde, jogava cartas numa hospedaria com pessoas simples do povoado. E à noite vestia roupas de cerimônia para conviver, através da leitura com pessoas ilustres do passado, fato que levou algumas pessoas a considerá-lo louco.
    A obra de Maquiavel é toda fundamentada em sua própria experiência, seja ela com os livros dos grandes escritores que o antecederam, ou sejam os anos como segundo chanceler, ou até mesmo a sua capacidade de olhar de fora e analisar o complicado governo do qual terminou fazendo parte.
    Enfim, em 1527, com a queda dos Médici e a restauração da república, Maquiavel que achava estarem findos os seus problemas, viu-se identificado por jovens republicanos como alguém que tinha ligações com os tiranos depostos. Então viu-se vencido. Esgotaram-se suas forças. Foi a gota d’água que estava faltando. A república considerou-o seu inimigo. Desgostoso, adoece e morre em junho.
    Mas nem depois de morto, Maquiavel terá descanso. Foi posto no Index pelo concílio de Trento, o que levou-o, desde então a ser objeto de excreção dos moralistas.


Separando a ética da política
    Maquiavel faleceu sem ter visto realizados os ideais pelos quais se lutou durante toda a vida. A carreira pessoal nos negócios públicos tinha sido cortada pelo meio com o retorno dos Médici e, quando estes deixaram o poder, os cidadãos esqueceram-se dele, "um homem que a fortuna tinha feito capaz de discorrer apenas sobre assuntos de Estado". Também não chegou a ver a Itália forte e unificada.
    Deixou porém um valioso legado: o conjunto de idéias elaborado em cinco ou seis anos de meditação forçada pelo exílio. Talvez nem ele mesmo soubesse avaliar a importância desses pensamentos dentro do panorama mais amplo da história, pois " especulou sempre sobre os problemas mais imediatos que se apresentavam". Apesar disso, revolucionou a história das teorias políticas, constituindo-se um marco que modificou o fato das teorias do Estado e da sociedade não ultrapassarem os limites da especulação filosófica.
    O universo mental de Nicolau Maquiavel é completamente diverso. Em São Casciano, tem plena consciência de sua originalidade e trilha um novo caminho. Deliberadamente distancia-se dos " tratados sistemáticos da escolástica medieval" e, à semelhança dos renascentistas preocupados em fundar uma nova ciência física, rompe com o pensamento anterior, através da defesa do método da investigação empírica.

"Princípios maquiavélicos"
    Maquiavel nunca chegou a escrever a sua frase mais famosa: "os fins justificam os meios". Mas com certeza ela é o melhor resumo para sua maneira de pensar. Seria praticamente impossível analisar num só trabalho , todo o pensamento de Nicolau Maquiavel , portanto, vamos analisá-lo baseados nessa máxima tão conhecida e tão diferentemente interpretada.
    Ao escrever O Príncipe, Maquiavel expressa nitidamente os seus sentimentos de desejo de ver uma Itália poderosa e unificada. Expressa também a necessidade ( não só dele mas de todo o povo Italiano ) de um monarca com pulso firme, determinado que fosse um legítimo rei e que defendesse seu povo sem escrúpulos e nem medir esforços.
    Em O Príncipe, Maquiavel faz uma referência elogiosa a César Bórgia, que após ter encontrado na recém conquistada Romanha , um lugar assolado por pilhagens , furtos e maldades de todo tipo, confia o poder a Dom Ramiro d'Orco. Este, por meio de uma tirania impiedosa e inflexível põe fim à anarquia e se faz detestado por toda parte. Para recuperar sua popularidade, só restava a Bórgia suprimir seu ministro. E um dia em plena praça , no meio de Cesena, mandou que o partissem ao meio. O povo por sua vez ficou , ao mesmo tempo, satisfeito e chocado.
    Para Maquiavel , um príncipe não deve medir esforços nem hesitar, mesmo que diante da crueldade ou da trapaça, se o que estiver em jogo for a integridade nacional e o bem do seu povo.
    " sou de parecer de que é melhor ser ousado do que prudente, pois a fortuna( oportunidade) é mulher e, para conservá-la submissa, é necessário (...) contrariá-la. Vê-se , que prefere, não raramente, deixar-se vender pelos ousados do que pelos que agem friamente. Por isso é sempre amiga dos jovens, visto terem eles menos respeito e mais ferocidade e subjugarem-na com mais audácia".
    Para Maquiavel, como renascentista que era, quase tudo que veio antes estava errado. Esse tudo deve incluir os pensamentos e as idéias de Aristóteles. Ao contrário deste, Maquiavel não acredita que a prudência seja o melhor caminho. Para ele, a coerência está contida na arte de governar. Maquiavel procura a prática. A execução fria das observações meticulosamente analisadas, feitas sobre o Estado, a sociedade. Maquiavel segue o espírito renascentista, inovador. Ele quer superar o medieval. Quer separar os interesses do Estado dos dogmas e interesses da igreja.
    Maquiavel não era o vilão que as pessoas pensam. Ele não era nem malvado. O termo maquiavélico tem sido constantemente ml interpretado.
    "Os fins justificam os meios" .Maquiavel , ao dizer essa frase, provavelmente não fazia idéia de quanta polêmica ela causaria. Ao dizer isso, Maquiavel não quis dizer que qualquer atitude é justificada dependendo do seu objetivo. Seria totalmente absurdo. O que Maquiavel quis dizer foi que os fins determinam os meios. É de acordo com o seu objetivo que você vai traçar os seus planos de como atingi-los.

   A contribuição de Nicolau Maquiavel para o mundo é imensa. Ensinou, através da sua obra , a vários políticos e governantes. Aliás, a obra de Maquiavel entrou para sempre não só na história, como na nossa vida cotidiana atual, já que é aplicável a todos os tempos.
    É possível perceber que "Maquiavel, fingindo ensinar aos governantes, ensinou também ao povo". E é por isso que até hoje, e provavelmente para sempre, ele será reconhecido como um dos maiores pensadores da história do mundo.

Algumas máximas maquiavélicas:

"Os fins justificam os meios"
"Não se pode chamar de "valor" assassinar seus cidadãos, trair seus amigos, faltar a palavra dada, ser desapiedado, não ter religião. Essas atitudes podem levar à conquista de um império, mas não à glória"
"Homens ofendem por medo ou por ódio"
"Assegurar-se contra os inimigos, ganhar amigos, vencer por força ou por fraude, faze-se amar a e temer pelo povo, ser seguido e respeitado pelos soldados, destruir os que podem ou devem causar dano, inovar com propostas novas as instituições antigas, ser severo e agradável, magnânimo e liberal, destruir a milícia infiel e criar uma nova, manter as amizades de reis e príncipes, de modo que lhe devam beneficiar com cortesia ou combater com respeito, não encontrará exemplos mais atuais do que as ações do duque."
"Um príncipe sábio deve observar modos similares e nunca, em tempo de paz, ficar ocioso""
"...Pois o homem que queira professar o bem por toda parte é natural que se arruíne entre tantos que não são bons."
"... vindo a necessidade com os tempos adversos, não se tem tempo para fazer o mal, e o bem que se faz não traz benefícios, pois julga-se feito à força, e não traz reconhecimento."
"Tendo o príncipe necessidade de saber usar bem a natureza do animal, deve escolher a raposa e o leão, pois o leão não sabe se defender das armadilhas e a raposa não sabe se defender da força bruta dos lobos. Portanto é preciso ser raposa, para conhecer as armadilhas e leão, para aterrorizar os lobos."
"Pelo que se nota que os homens ou são aliciados ou aniquilados"

domingo, 9 de outubro de 2011

CIRIO 2011 - BELÉM PARÁ


Como um operário que acorda cedo para trabalhar, o fiel também faz o mesmo. Ainda na tradicional silenciosa madrugada, pelas ruas de Belém ouvia-se o som dos passos apressados rumo à Catedral, na Cidade Velha, ponto de partida da grande caminhada. Depois da missa campal, que teve início às 5h da manhã, o Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira deu a benção aos filhos Maria.

Foram cerca de 3,6 km em um trajeto pelas principais avenidas de Belém. Durante o trajeto, Maria recebeu as tradicionais homenagens, entre elas a queima de fogos preparada pelo Sindicato dos Estivadores, no Boulevard Castilhos França. Mais a frente, já na Avenida Presidente Vargas, moradores enfeitaram as sacadas dos prédios e as repatições públicas e privadas promoveram uma verdadeira chuva de papel picado que coloriu o céu e transformou a paisagem do corredor humano por onde a imagem passava.

As crianças deram um ar angelical à procissão e vida às promessas de seus pais. Homens e mulheres de todas as idades carregavam nos ombros e em suas mãos velas, cruzes, livros, réplicas de casas e partes do corpo ou simplesmente uma imagem de Nossa Senhora, um agradecimento às graças alcançadas. 

Na corda, um dos principais símbolos da procissão do Círio, mãos e pés mais se entrelaçavam em uma caminhada árdua de esperança e gratidão, mas essencialmente de fé. Segundo levantamento feito pelo Dieese no Pará (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), mais de sete mil promesseiros distribuídos em 400 metros de corda puxaram este cordão umbilical que une a berlinda com a Virgem aos romeiros. Depois da benção do Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira, em frente ao colégio Santa Catarina, romeiros puderam levar para casa um pedaço deste 'amuleto' de fé.

Descalços, de joelhos, são inúmeras as manifestações de agradecimento à Virgem. Mas está enganado quem pensa que é preciso ter pernas para acompanhar a procissão ou pagar promessas. Já com 70 anos, em uma cadeira motorizada, seu Antonio Ribeiro, devoto de Nossa Senhora de Nazaré, tem dificuldade em falar e andar, mas acompanha todo o percurso do Círio há três anos. 'Todo ano eu venho, acordo cedo,  peço para alguém me trazer e com Deus e a Virgem de Nazaré vou até a Basílica', afirmou.

No caminho, histórias como a do senhor Manoel Raimundo. De joelhos, ao lado de sua filha, ele seguiu emocionado rumo à Praça Santuário. 'Há cinco anos, os médicos falaram que ele tinha um problema na coluna e ficaria sem andar. Ele paga a promessa durante todo esse tempo e nunca precisou sentar em uma cadeira de rodas', afirma Roseane.

Mas a emoção não toma conta só dos que vivenciaram de perto a grande romaria, onde a emoção é elevada ao infinito. Os sentimentos são multiplicados por milhões de corações espalhados por todo o mundo. Paraenses e devotos de Nazaré em Paris, Holanda, Alemanha, Guiana Francesa, Portugal, França, Itália, Moçambique, Inglaterra, entre muitos outros países, a quilômetros de distância, acompanharam esta grande festa de fé pelo Portal ORM.

Depois de quase seis horas de caminhada, exatamente às 12 horas e 10 minutos, a Imagem Peregrina de Nazaré chegou à sua morada, onde ficará bem perto dos devotos pelos próximos 15 dias. O coordenador do Círio, César Neves, teve dificuldades em abrir a Berlinda para retirar a Imagem Peregrina.

Com ela, milhares de fiéis com olhares apreensivos, emocionados, mãos aos céus, ouvidos atentos às orações que também eram feitas em silêncio, com pedidos ou agradecimentos. O povo de Deus unido em uma única certeza, a renovação da fé mariana em mais um Círio de Nossa Senhora de Nazaré. Uma emoção que não se explica, apenas se sente.





Fotos: Alexandre Modesto, Rafaela Costa, Lidiane Sousa, Lag e Max Jr.
Texto: Lidiane Sousa
Redação Portal ORM





sábado, 8 de outubro de 2011

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Mãezinha
Que esta imagem traga paz a todos os visitantes do bog

Tapajós (proposta de unidade federativa)


O Tapajós é uma proposta de nova unidade federativa do Brasil, que seria resultande do desmembramento do Pará, ou seja, das regiões do Baixo Amazonas e Sudoeste Paraense. O novo estado vai ser criado por meio de um plebiscito que já está marcado para o dia 11 de dezembro de 2011, onde todos os eleitores do Pará devem participar da eleição. Se realmente o Tapajós for escolhido, será o terceiro maior estado brasileiro em área territorial, superado apenas por Amazonas e Mato Grosso. Em seu território haverá 1 300 090 habitantes, em torno de 20% da população do atual estado do Pará. A capital do provavel estado será a cidade de Santarém, que atualmente possui 294 774 habitantes (IBGE/2010). Também contará com uma universidade federal, que será convertida de Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) para Universidade Federal do Tapajós. Quando o estado do Tapajós for criado, terá 27 municípios e um PIB de R$ 9 bilhões de reais, segundo dados do IBGE.

Os antecedentes do movimento de emancipação de Tapajós são antigos, a ideia da criação desta nova Unidade Federativa partiu do governo central há mais de 150 anos, datam do início do século XIX, aproximadamente 1923.
No Oeste o desejo emancipacionista tem raízes históricas que vêm desde a metade do século XIX, quando Dom Pedro II assinou, em 1850, o decreto de criação da Província do Rio Negro, mais tarde Província e estado do Amazonas, depois que as elites daquela unidade intentaram, sem êxito, a separação por conta própria, em 1832.

Após a perda territorial de sua imensa banda oeste, as elites paraenses permaneceram inconformadas, e os atritos foram frequentes entre as duas unidades. Surgiu, então, a ideia de se criar uma terceira província, que viria, naquele momento, arrefecer os ânimos das elites locais. Em 1869, foram intensos os debates no Parlamento Imperial sobre a necessidade de transformar o Baixo Amazonas paraense (hoje chamado de Oeste do Pará) em uma província autônoma. Em 1832, o Grão-Pará tinha três comarcas: Belém, Santarém e Manaus. Santarém adquiria, assim, status jurídico e administrativo semelhante ao das outras duas cidades, alimentando o sonho da autonomia que jamais veio a se realizar. A redivisão territorial voltou a ser discutida novamente, para resolver as diferenças de limites entre as duas províncias, nos anos de 1869 e 1877.

Após a instalação da República, foram feitas várias propostas de reordenamento territorial do Brasil e todas, sempre evidenciado a Amazônia e citando o Tapajós, seja como província ou como um futuro estado.

Entre os anos de 1933 e 1980, foi proposta a redivisão territorial da Amazônia, incluindo o estado do Pará, apontada como alternativa de desenvolvimento social a criação do estado do Tapajós. Nomes como os de Segadas Viana, Juarez Távora e Ronan Liberal (Prefeito de Santarém), propuseram a criação do estado.
Em 1984, ocorreu uma importante reunião no antigo Hotel Tropical, em Santarém que consolidou um novo momento de luta pelo plebiscito do estado do Tapajós. Por pouco não criou-se o Estado do Tapajós, na Assembleia Constituinte de 1988. Embora não tenham consolidado a criação do Estado, fundou-se a Frente Popular pelo estado do Tapajós, tendo coletado mais de 17 mil assinaturas, em pouco mais de 15 dias úteis, tendo dado entrada no Congresso Revisor, de uma emenda popular, protocolada sob o número 12.977-7, que hoje, junto com o relatório 01/90, respaldam o projeto do Senador Mozarildo Cavalcanti, de 1993.
Em 1995 um relatório da Comissão de Estudos Territoriais da Assembleia Legislativa do estado do Pará, deu viabilidade à criação do estado do Tapajós, então uma ação político-popular , entrou no Senado Federal com o Projeto de Decreto Legislativo de Consulta Plebiscitária sobre a criação do estado do Tapajós, em 1999.

Movimento na atualidade

Atualmente é coordenado pelo Movimento Pelo Plebiscito e Criação do Estado do Tapajós, juridicamente constituído e com apoio maciço da população local. O projeto posto na Mesa do Plenário, com pedido de urgência do deputado federal José Priante foi aprovado no dia 31 de maio de 2011.
A Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional aprovou anteriormente, no dia 24 de março de 2010, o projeto de convocação do plebiscito sobre a divisão do Pará para criação dos Estados de Tapajós e Carajás. No plebiscito sobre a criação do novo estado, devem ser consultados os cidadãos dos 144 municípios do estado do Pará, ou seja, a região diretamente afetada.

O projeto aprovado também fixava um prazo de dois meses para o pronunciamento da Assembleia Legislativa do Pará. O plebiscito deverá ser realizado pelo Tribunal Regional do Pará, no prazo de seis meses da promulgação das normas. A convocação do plebiscito é passo fundamental para a criação de um novo estado. Somente com o aval da população dos municípios diretamente envolvidos, é possível dar continuidade ao processo, com a consulta da assembleia do estado a ser desmembrado e a aprovação, pelo Congresso, de uma lei complementar instituindo o novo estado.
No dia 31 de maio de 2011 o senado federal aprovou a realização de plebiscito para consultar a população do Pará a respeito da divisão do território do estado para a criação de outra unidade da federação, denominada Tapajós. O substitutivo ao PDS 19/99 prevê a criação de Tapajós a partir da desintegração de 27 municípios paraenses da parte oeste do Pará





sexta-feira, 7 de outubro de 2011

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Dia 09 de Outubro, Círio de Nossa Senhora de Nazarém em Belém do Pará

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O que é ser livre?





O que é ser livre? Como o homem pode ser livre? Seria uma possibilidade utópica?

Mal entendida, negada, almejada, sobretudo usurpada a liberdade sempre foi uma questão fundamental para a humanidade.

"Liberdade, essa palavra
Que o sonho humano alimenta
Que não há ninguém que explique
E ninguém que não entenda"
Cecília Meireles


Há sempre questões, dúvidas e impossibilidades. Como serei livre com o pai que tenho? ...Ah! Quando eu me casar!... Depois do casamento pode ainda não sentir-se livre e novamente buscar soluções para iludir-se. Por que o ser humano tão freqüentemente é infiel? Será que aí julga-se livre? Estará ele realmente livre?

Liberdade não implica em falta de educação, ninguém precisa ser inconveniente ao meio para conseguir ser livre, mas deve impedir que o meio seja inconveniente a si para roubar-lhe a liberdade.

O homem sempre se fez prisioneiro de angústias, medos, culpas, solidão, impossibilidade de agir, padrões pré determinados, doutrinas, normas, dogmas etc. Pode então libertar-se buscando o autoconhecimento e realizando-se. Tornando-se responsável por suas escolhas.

Para Sartre o homem é a sua liberdade e está condenado a ser livre. Condenado porque não se criou a si mesmo, e como, no entanto é livre, uma vez que foi lançado no mundo é responsável por tudo que faz.

Segundo Jaspers, só nos momentos em que exerço minha liberdade é que sou plenamente eu mesmo. Assim será o indivíduo autêntico, autônomo, autodeterminado.

Ser e fazer implicam em liberdade. A condição primordial da ação é a liberdade. Liberdade é essencialmente capacidade de escolha. Onde não existe escolha, não há liberdade. O homem faz escolhas da manhã à noite e se responsabiliza por elas assumindo seus riscos (vitórias ou derrotas). Escolhe roupas, amigos, amores, filmes, músicas, profissões... A escolha sempre supõe duas ou mais alternativas; com uma só opção não existe escolha nem liberdade.

As escolhas nem sempre são fáceis e simples. Escolher é optar por uma alternativa e renunciar à outra ou às outras.
Não existe liberdade zero ou nula. Por mais escravizada que se ache uma pessoa, sempre lhe sobra algum poder de escolha. Também não há liberdade infinita, ninguém pode escolher tudo.
Na facticidade somos limitados, determinados. Um ótimo exemplo nos é dado por Luís Fernando Veríssimo quando descreve: "poderia se dizer que livre, livre mesmo, é quem decide de uma hora para outra que naquela noite quer jantar em Paris e pega um avião. Mas, mesmo este depende de estar com o passaporte em dia e encontrar lugar no avião. E nunca escapará da dura realidade de que só chegará em Paris para o almoço do dia seguinte. O planeta tem seus protocolos".
Contra o senso comum "ser-livre" não significa "obter o que se quis", mas sim "determinar-se por si mesmo a querer" (no sentido de escolher). O êxito não importa em absoluto à liberdade. O conceito técnico e filosófico de liberdade significa: autonomia de escolha, não fazendo distinção entre intenção e ato.

O ato livre é, necessariamente, um ato pelo qual se deve responder e responsabilizar-se. Porque sou livre tenho que assumir as conseqüências de minhas ações e omissões.
Os animais irracionais não são livres, não são responsáveis pelo que fazem ou deixam de fazer. Ninguém pode condenar um cavalo que lhe deu um coice. O animal não faz o que quer e sim o que precisa ou o que se encontra determinado pelo instinto de sobrevivência para que continue existindo.

O próprio vôo de um pássaro está sujeito às leis da Física. Kant brincava com essa idéia, imaginando uma pomba indignada contra a resistência do ar que a impediria de voar mais depressa. Na verdade, argumenta, é justamente essa resistência que lhe serve de suporte, pois seria impossível voar no vácuo.

"Não me apontes o caminho,
o rumo certo pra chegar ao cimo.
Deixa-me encontrá-lo para que seja
meu...
Não me reveles a mais brilhante estrela,
Aquela que te guia.
Eu buscarei a minha...

Não me estendas a mão quando eu cair.
Em tempo certo, em hora exata,
Eu ficarei de pé...

Não te apiedes de mim.
É minha estrada, é minha estrela,
É meu destino.

Deixa apenas que eu seja.
Sem ti..."
Eliette Ferreira

O homem para Sartre não pode ser ora livre, ora escravo. Ele é totalmente e sempre livre, ou não o é.

A liberdade não é alguma coisa que é dada, mas resulta de um projeto de ação. É uma árdua tarefa cujos desafios nem sempre são suportados pelo homem, daí resultando os riscos de perda de liberdade pelo homem que se acomoda não lutando para obtê-la.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Garota engravidou de um chimpanzé


Um caso misterioso ocorrido em Manicoré, interior do Amazonas, tem chamado a atenção de cientistas de todo o mundo. Uma jovem, de apenas 19 anos de idade, está grávida de um macaco chimpanzé. Na tarde deste sábado (25), alguns médicos e cientistas, brasileiros, japoneses, argentinos, americanos, e também uma equipe da NASA, estiveram no Amazonas para analisar o caso da garota.

A jovem, cujo nome está sendo preservado para não causar constrangimento, manteve a gravidez em sigilo até a barriga crescer e denunciar. Os pais foram os primeiros a saberem, mas não acreditaram na versão dada pela jovem, de que o pai seria o macaco. O repórter de G17.com.br, Felipe Fernando Fonseca Fagundes Farias, conversou com os pais da jovem, neste sábado (25). A mãe da garota, disse que só acreditou na história quando os médicos confirmaram que o DNA do bebê que está sendo gerado pela garota, tem o DNA do macaco.

Já o pai, disse que desconfiava que a filha tinha um chamego com o macaco, mas achou que era apenas carinho de ser humano para animal de estimação. “Ela dormia na cama com o macaco, mas não imaginei que eles faziam algo demais”, disse o pai. Sobre o futuro, o pai afirma que o melhor é promover o casamento da garota com o Chimpanzé. A mãe é contra.


* Fonte: G17

domingo, 12 de dezembro de 2010

Você quer ser Maçom?

Nada é tão oculto que não possa ser conhecido, ou tão secreto que não possa vir à luz. O que vos digo nas trevas que seja dito na luz. E o que ouvirdes em sussurro, proclamai do alto do edifício (Senhor Jesus Cristo ).

Ninguém confia naquilo que não compreende. Não fomos designados para justificar, defender ou louvar a Maçonaria. Mas nesses trinta anos de membro dessa Sublime Ordem, só a temos visto praticar o bem e nunca fazer nenhum mal.
Aprendemos que aqueles que se centram na verdade, na retidão, na bondade, justiça, honestidade e humildade, estão interligadas com os laços de amor e que a Maçonaria se considera um sistema peculiar de moralidade baseada no amor fraternal, no apoio mútuo e na verdade.
Quando fui convidado para ser Iniciado na Maçonaria, como nada me havia sido recomendado, mas sabendo, entretanto, que, segundo Sócrates, o “reconhecimento da ignorância é o princípio da sabedoria”, indaguei a meu proponente (padrinho) como poderia me tornar maçom.

Fui informado que só poderia conceber tal esperança pela regularidade de meu comportamento, através de minhas ações demonstradas pelo caráter e expressas pela vivência em retidão e fidelidade, pela crença em Deus, sendo tolerante com os princípios religiosos de cada um e que o restante residia na habilidade individual de "fazer aos outros como se faz a si próprio". Na verdade o mais importante não é o que se deve fazer para ingressar na Sublime Ordem, mas o que o interessado tem feito na vida. Se esta for considerada digna, ele será admitido. E tudo seguiu até o dia que enxergamos a Verdadeira Luz.

Maçonaria nos EEUU: - Não é segredo que a Maçonaria foi uma grande força por trás da Revolução Americana e da fundação da República dos Estados Unidos da América. Os homens que criaram os Estados Unidos da América ou eram eles mesmos ativos Maçons ou estavam em contato constante com os Maçons. Eles usavam os pensamentos que haviam se desenvolvido na Inglaterra durante o século anterior como blocos para a construção de sua própria Constituição.

Dos homens que assinaram a Declaração de Independência em quatro de julho de 1778, os seguintes eram Maçons: William Hooper, Benjamin Franklin, Matthew Thornton, William Whipple, John Hancock, Philip Livingston e Thomas Nelson. Maçons ativos eram também muitos lideres do Exército, entre eles Greene, Marion, Sullivan, Rufus, Putnam, Edwards, Jackson, Gist, barão Steuben, barão Kalb, o marquês de Lafayette e o próprio George Washington.

Quando Washington foi empossado como primeiro Presidente da República a 30 de abril de 1789, foi pelas mãos do Grão-mestre de Nova York que ele prestou seu juramento sobre uma Bíblia maçônica, que normalmente era usada como Livro da Lei Sagrada na Loja St John, nº 1, filiada à Grande Loja de Nova York. Ele havia sido Maçom por toda a sua vida adulta, tendo sido iniciado na Loja de Fredericksburg cinco meses antes de seu vigésimo primeiro aniversário na sexta-feira quatro de novembro de 1752.
Quando Washington foi empossado como primeiro Presidente dos Estados Unidos da América ele já era membro da Ordem há quase trinta e seis anos, e era membro da Loja Alexandria nº 22.
A 18 de setembro de 1793, George Washington assentou a pedra-angular do edifício do Capitólio em Washington, e junto com seus companheiros estavam todos vestidos em traje maçônico completo com todos os paramentos.

Finalidade da Loja Maçônica: - Entre outras: “dar ao homem condições de estudar Maçonaria e aplicá-la a si mesmo e ao próximo, quer no comportamento individual como nas relações sociais, atuando no processo dinâmico do saber com esse conhecimento”
A Loja Maçônica é uma escola com uma estrutura de fraternidade, diálogo, entendimento e dinamismo. Através da reforma moral de seus afiliados, procura fazer do maçom, um homem de bem, pelas posturas básicas do lema: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

a) A Liberdade é a tônica das pregações, dos ensinamentos. A Liberdade é infinitamente mais importante do que as demais metas maçônicas, porque sem ela as outras não podem subsistir, Sem Liberdade, a vida é carga pesada, é nau à deriva, sem rota e sem destino. Maçonaria é Liberdade.

b) A Igualdade – é um dos magnos princípios maçônicos, já que a Maçonaria considera iguais todos os homens, independentemente de raça, cor, nacionalidade e credo religioso. Um maçom deve cultivar a igualdade como se fosse uma virtude! As diferenças sociais ferem e aviltam; a operosidade maçônica detém-se, também, nesse campo.

c) A Fraternidade – o primeiro mandamento é o “amai-vos” para que a única lei verdadeira, a do amor, possa prevalecer entre os homens a união, o afeto de Irmão para Irmão; o amor que deve unir todos os membros da espécie humana; a união ou convivência entre Irmãos; O principal dever de um Maçom, é a amizade, o afeto, a união, o carinho, ou seja, tudo aquilo que a verdadeira fraternidade exige.

Virtude: – Para a Maçonaria, a virtude é a disposição habitual para o bem e para o que é justo e, por isso, nela se vê a prova da perfeição e o protótipo ideal do Maçom. Reunindo toda a Moral em quatro virtudes, que denominaram cardeais, isto é, preeminentes ou principais, em torno das quais giram todas as outras ou das quais dependem as outras. Estas qualidades foram posteriormente classificadas como: Temperança, Fortaleza, Prudência e Justiça.

Temperança: - Tem como base a moderação que permite satisfazer as justas necessidades do corpo, sem exagerar nos prazeres. Essa virtude é particularmente recomendada aos Iniciados pelos Rituais Maçônicos, devendo ser o Maçom senhor de si mesmo, moderado em seus apetites e paixões, usufruindo com medida dos bens da vida e utilizando-os para atingir objetivos mais elevados.

Fortaleza:- Diz-se “espírito forte” para quem suporta as vicissitudes da vida; esta fortaleza de ânimo espelha um caráter bem formado. O maçom prima por robustecer-se, ao freqüentar assiduamente os trabalhos de sua Loja, pois, “recarregando as suas baterias”, terá meios de enfrentar e vencer os obstáculos que se apresentarem.

O grupo maçônico é de apoio; basta que o maçom em necessidade dê conhecimento de sua situação (pois ninguém sabe o que calado quer), para que obtenha os meios para superar a crise.
O maçom jamais deve considerar-se só e abandonado, porque, na realidade, ele possui uma família numerosa, onde os Irmãos estão ansiosos para auxiliá-lo.
Prudência: Em nossos dias, de tanta confusão social e familiar, neste mundo tão complicado, quem não for prudente, sucumbirá logo. A prudência é necessária em todas as circunstâncias e ela faz parte de um conjunto de exigências, como a previsão, o conhecimento, a pesquisa etc.
A Maçonaria cultiva as virtudes, e no feixe amplo está a Prudência, que é sinônimo de precaução, alerta, vigília e tudo o mais.

O Maçom Prudente guarda os sigilos da instituição e assim evitará a profanação. A Prudência não “ampara” somente a primeira pessoa, mas protege o grupo todo.

Justiça:
Em direito natural, consiste em tratar cada um de acordo com o seu direito, dando-lhe o que lhe é devido. Na Maçonaria, esta virtude à qual são obrigados todos os Maçons, é realçada a sua necessidade e importância. Como não pode ser homem de bem aquele que não é justo, por essa razão o Maçom deve praticá-la continuamente, não se desviando jamais da mínima parcela.

A Maçonaria reconhece e incentiva a prática das quatro virtudes cardeais, além das três virtudes teologais: Fé, Esperança e Caridade, são virtudes pelas quais o homem supera a si mesmo. Essas virtudes são mais intimamente ligadas com as relações existentes entre o homem e Deus.

A Fé é uma virtude pela qual o fiel crê nas verdades reveladas por Deus. As pessoas dizem que têm fé, porque vão aos templos e fazem orações. Isso é prática religiosa. Fé pode-se encontrar mesmo no ateu, desde que ele aceite as dificuldades contra as quais luta, mas sem reclamar. A fé é a certeza de que tudo o que acontece está sob o controle de uma Lei Maior, sábia e perfeita.

A Esperança é a virtude pela qual o homem espera de Deus, com firme confiança, a graça durante a vida e o céu depois da morte. Em todos os momentos da vida, sempre há uma esperança a nos sustentar; com amor, o maçom deve ter esperança, pois esta é a ultima ansiedade que morre.

A Caridade
– Para que um maçom revele seu caráter caritativo, faz-se necessário despertar nele o sentimento de altruísmo e solidariedade, dirigindo o seu interesse em direção aos demais, ao próximo e aos necessitados.

O maçom deve cultivar essa virtude iniciando como se fora um hábito; a quem lhe estende a mão, deve atender; o pouco dado pode amenizar a necessidade.


Renan.'. M.'.M.'.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Retidão


Vivemos numa época em que muitos homens e mulheres não refreiam suas ações pela moralidade; portanto acreditam que elas só têm conseqüências sociais. Com isso negam a Deus e ao fato de que uma coisa ou é certa ou é errada.

Cada um de nós já ouviu alguma vez alguém dizer "tudo bem, faça como quiser", e muitas pessoas no mundo vivem por essa filosofia.

Testifico-lhes que há um modo melhor: Viver em retidão.

A palavra retidão é muito interessante e singular. Ela está relacionada a várias outras palavras e abrange todos os atributos de Deus. Uma pessoa reta, portanto, é de Deus ou semelhante a Deus.

O bem e o mal realmente existem, e um é o oposto do outro. O que a humanidade faz sem dúvida tem conseqüências morais. O evangelho de Jesus Cristo define a diferença entre o que é bom e o que é mau. O que é bom vem de Deus. Cristo disse: "E tudo quanto persuade os homens a fazerem o bem, vem de mim; porque o bem não vem de ninguém, a não ser de mim. Eu sou o mesmo que conduz os homens a todo o bem; ( . . . )". (Éter 4:12)

A retidão é feita de tudo o que é bom. Ela abrange os princípios do poder e da lei dos céus pelos quais todas as coisas de Deus são dirigidas, controladas e governadas.

A retidão é muito simples. Em todas as situações da vida com as quais nos deparamos há um caminho certo e um caminho errado a seguir. Se escolhermos o caminho certo, seremos fortalecidos pelos princípios da retidão, nos quais encontramos o poder dos céus. Se escolhermos o caminho errado e guiarmo-nos por ele, não teremos as promessas do céu, tampouco o poder divino; ficaremos sozinhos e estaremos fadados ao fracasso.

Surge, então, uma pergunta: "Como podemos saber o que é certo e o que é errado?" Da mesma forma que o Pai Celestial enviou Seu Filho, Jesus Cristo, para criar a Terra, fazer e dirigir todas as coisas relativas a ela, Ele também enviou o Espírito Santo para prover a luz do Espírito aos homens na Terra.

A luz do Espírito funciona como um sistema de comunicação que transmite os conceitos da verdade à mente dos filhos de Deus. Como mediador desse grande poder, o Espírito Santo ilumina nossa mente e dá luz ao nosso entendimento para compreender esses conceitos, se obedecermos às leis que governam o uso do Espírito. Essa é a forma pela qual o Pai Celestial nos ensina a distinguir o certo do errado. Se estamos dispostos a aprender Seus caminhos e segui-los, nunca teremos que adivinhar, mas sempre saberemos com certeza a diferença entre o certo e o errado.

Na retidão há fé e esperança. Todas as bênçãos que Deus prometeu a Seus filhos dependem da obediência a Suas leis e mandamentos. A obediência às Suas leis e mandamentos é o que nos torna retos e essa retidão faz com que sejamos dignos das bênçãos prometidas.

Cada um de nós vive numa situação diferente. Enfrentamos problemas de saúde, dificuldades financeiras, dificuldades nos estudos, problemas por não sermos casados, solidão, angústia, maus-tratos, transgressão e uma lista infindável de situações possíveis. A solução para tudo isso encontra-se na retidão.

Visto que somos desobedientes aos mandamentos de Deus, Ele deu-nos, em Sua benevolência a lei do arrependimento. Se agirmos de acordo com essa maravilhosa lei, seremos perdoados da nossa desobediência e tornar-nos-emos mais retos. Assim, o arrependimento conduz-nos à retidão. Muitos, ou melhor, a maioria dos problemas que temos em relação à moralidade podem ser resolvidos com arrependimento. Todos eles podem ser solucionados completamente pela retidão.

Encontramos muita alegria e felicidade quando nos esforçamos para viver retamente. Em termos simples, o plano de Deus para Seus filhos consiste em vir a esta Terra e fazer tudo o que pudermos para viver em obediência às leis. Por fim, depois de tudo o que pudermos fazer, a redenção do Senhor, Jesus Cristo, é suficiente para fazer aquilo que não conseguirmos realizar por nós mesmos.

O antigo profeta Morôni, ao encerrar sua obra e concluir o resumo do registro das relações de Deus com Seu povo, ou seja, o Livro de Mórmon, disse: "Sim, vinde a Cristo, sede aperfeiçoados nele e negai-vos a toda iniqüidade; e se vos negardes a toda iniqüidade e amardes a Deus com todo o vosso poder, mente e força, então sua graça vos será suficiente; e por sua graça podeis ser perfeitos em Cristo; ( . . . )". (Morôni 10:32) A maneira que Morôni encontrou de dizer "faça tudo o que puder" é expressa no conselho de amar a Deus com todo o poder, mente e força.

Nosso esforço para viver em retidão é uma tentativa de fazer tudo o que pudermos para ser obedientes. Ao fazer tudo o que está a nosso alcance, sentimos paz e somos consolados, pois o plano de Deus cumprir-se-á em nossa vida para nosso bem. Nenhum outro sentimento pode trazer mais alegria e felicidade à alma do homem do que a certeza de estar fazendo tudo para ser reto.

Na retidão há segurança e proteção. Quando somos obedientes, o Senhor tem um compromisso para conosco. Ele disse: "Porque os nomes dos justos serão escritos no livro da vida e a eles concederei uma herança a minha mão direita. E agora, meus irmãos, que tendes a dizer contra isto? Digo-vos que se vos manifestardes contra isto, não importa, pois a palavra de Deus deve ser cumprida". (Alma 5:58)

Num mundo onde as transgressões, a corrupção e o terrorismo amedrontam homens e mulheres, a que podemos recorrer para nossa segurança e proteção? Não há segurança e proteção a não ser naquilo que é reto. Não há local de refúgio. Não há paredes que mantenham afastados o adversário e sua campanha de oposição. Não há defesa contra o incerto e o desconhecido, a não ser a retidão. O medo no coração e na mente de homens e mulheres pode transformar-se em paz se apenas substituirmos o medo pela compreensão do plano de felicidade de Deus e pela certeza de estarmos fazendo todo o possível para ser retos e dignos, da salvação eterna.

Como as forças do bem e do mal estão cada vez mais bem definidas, os que não refrearem suas ações pela moralidade verão sua vida cair num caos tão grande que seu estilo de vida será insuportável! Então, as profecias a esse respeito serão cumpridas: "E todas as coisas estarão tumultuadas; e certamente o coração dos homens lhes falhará; pois o temor tomará conta de todos". (D&C 88:91)

Quando esse dia chegar, os Santos de Deus serão o único povo bem governado a quem o mundo poderá recorrer. Será entre eles que o mundo encontrará estabilidade e segurança. Eles virão sem saber a doutrina dos retos, mas será como foi predito: "Pois eis que vos digo que Sião florescerá e a glória do Senhor estará sobre ela. E será um estandarte para o povo e a ela virão de todas as nações debaixo do céu". (D&C 64:41­42)

A retidão é o melhor caminho. Definitivamente, é o único caminho. Na retidão reside o poder de proporcionar a alegria e a felicidade, a segurança e a proteção que homens e mulheres têm desejado e procurado em todas as eras.

Parece uma solução simples, mas a realidade é que "( . . . ) Satanás está solto na terra, enganando as nações". (D&C 52:14) Existe oposição. O certo e o errado realmente existem. Nossas ações sem dúvida têm conseqüências morais. Não há um modo certo de fazer o que é errado.

Quando vocês forem chamados como testemunhas de Jesus Cristo para declarar Seu evangelho, rogo que não tardem a fazer tudo o que puderem e que se esforcem para conhecer Suas leis e mandamentos e sejam diligentes em obedecê-los. Fazendo isso, estarão no processo de tornarem-se retos e, assim, dignos das bênçãos prometidas.

Jesus Cristo está à frente desta obra. Ele é um Deus de retidão. Em Sua terna misericórdia, deu-nos um profeta reto, e se o seguirmos, estaremos fazendo o que é certo. Sobre a verdade desse fato e com respeito ao que disse, testifico. Em nome de Jesus Cristo. Amém.

domingo, 5 de dezembro de 2010

VINGANÇA, RUIM ? ou PRAZER?




Vingança consiste na retaliação contra uma pessoa ou grupo em resposta a algo que foi percebido ou sentido como prejudicial. Embora muitos aspectos da vingança possam lembrar o conceito de igualar as coisas, na verdade a vingança em geral tem um objetivo mais destrutivo do que construtivo. Quem busca vingança deseja forçar o outro lado a passar pelo que passou e/ou garantir que não seja capaz de repetir a ação nunca mais.

A ética da vingança é acaloradamente debatida na filosofia. Alguns acreditam que ela é necessária para se manter uma sociedade justa. Em algumas sociedades se acredita que o mal infligido deve ser maior do que o mal que originou a vingança, como forma de punição. A filosofia de "olho por olho" citada no Velho Testamento da Bíblia (Exôdo 21:24) tentou limitar o dano causado, igualando ao original, para evitar uma série de ações violentas que escalassem rapidamente e saíssem do controlo. Outros argumentam contra a vingança alegando que se assemelha à falácia de que "Dois erros fazem um acerto". Alguns cristãos interpretam a passagem de Paulo "A mim a vingança; a mim exercer a justiça, diz o Senhor" (Epístola aos Romanos 12:19, na versão da Bíblia Sagrada da editora Ave Maria) como significando que apenas Deus tem o direito de praticar a vingança.

Sobre as bases morais, psicológicas e culturais da vingança a filósofa Martha Nussbaum escreveu: "O senso primitivo do justo — notadamente constante de diversas culturas antigas a instituições modernas . . . — começa com a noção de que a vida humana . . . é uma coisa vulnerável, uma coisa que pode ser invadida, ferida, violada de diversas maneiras pelas açoes de outros. Para esta penetração, a única cura que parece apropriada é a contrainvasão, igualmente deliberada, igualmente grave. E para equilibrar a balança verdadeiramente, a retribuição deve ser exatamente, estritamente proporcional à violação original. Ela difere da ação original apenas na sequência temporal e no fato de que é a sua resposta em vez da ação original — um fato freqüentemente obscurecido se há uma longa sequência de ações e contra-ações".

Vendeta é uma sequência de ações e contra-ações motivadas por vingança que são levadas a cabo ao longo de um extenso período de tempo por grupos que buscam justiça; ela foi uma parte importante de muitas sociedades pré-industriais, especialmente na região mediterrânea, e ainda hoje persistem em algumas áreas. Durante a Idade Média não se considerava um insulto ou injúria resolvidos até que vingados.

No passado feudal do Japão a classe samurais mantinha a honra de sua família, clã, ou senhor através do katakiuchi (敵討ち), ou assassinato vingativo. Esses assassinatos também envolviam os parentes daquele que ofendeu. Hoje em dia o katakiuchi é perseguido principalmente através de meios pacíficos, porém a vingança permanece uma parte importante da cultura japonesa.

Os sistemas legais modernos ocidentais geralmente afirmam que sua intenção é a reabilitação ou a reinserção na sociedade. Porém, mesmo nestes sistemas a noção de justiça como vingança persiste em setores da sociedade. A vingança é um prato que se serve frio, diz o ditado popular.]

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A Humildade

A Humildade é a virtude que dá o sentimento exato da nossa fraqueza, modéstia, respeito, pobreza, reverência e submissão.

Humildade vem do Latim "humus" que significa "filhos da terra", ao analisarmos esta frase, encontramos material suficiente para apreender sobre a humildade:
Filhos da Terra: sentimo-nos oprimidos sabendo que nosso lugar não é aqui, fomos criados a imagem e semelhança do Criador, descemos por nosso próprio livre arbítrio , devendo retornar através do nosso esforço e trabalho, fazendo florescer as virtudes latentes em nossa alma.

Se diz que a humildade é uma virtude humilde, quem se vangloria da sua, mostra simplesmente que lhe falta.

Ela torna as virtudes discretas, despercebidas de si mesma.

A humildade não é depreciação de si mesmo, não é ignorância com relação ao que somos, mas ao contrário, se tem conhecimento exato do que não somos. Se apresenta com humildade, sem que a vaidade se manifeste.

Podem-se encontrar diferentes graus de humildade, como também falsas humildades, pode-se ser humildade em breves momentos, ante algo que nos parece grandioso.

São falsas humildades: Aqueles que se rebaixam ante os outros querendo parecer humildes, porém estão cheios de ressentimentos, inveja ou ambição.

Outra falsa humildade é não reconhecer ou não acreditar em seu real valor e se sentir inferior, pode até possuir humildade porém se inferioriza a tal ponto ante seus semelhantes, sentindo grande sofrimento em seu interior, este ser não respeita a sua dignidade.

Ter humildade não significa ser servil.

Ter humildade não é signo de fraqueza.

Pode-se ser humilde sem se depreciar ou reconhecer os valores de cada um.

Mas, a verdadeira humildade, é aquela que o homem tem consciência e possui uma convicção do que ele é, da sua capacidade, da sua força ou da sua fraqueza, compreende a sua inferioridade, reconhece seus limites mas, não sofre por isso, se esforça e trabalha para ser melhor e procura constantemente seu aperfeiçoamento físico, moral e espiritual.

Ser humilde é saber ir até o ponto de não interferir nos outros, ser humilde é não entrometer-se na vida dos outros.

Esta humildade, esta consciência, este sentimento se adquire lentamente pelo trabalho interior ou pode ser provocada pelo recolhimento da existência de algo superior em nós mesmos, reconhecer a grandeza de Deus, o Ser Supremo, das suas Forças Universais ou das leis que as regem, ante essa compreensão e reconhecimento interior há humildade, reverência à grandeza do Criador.

A verdadeira humildade sempre está acompanhada de outras virtudes: caridade, misericórdia, amor, verdade e compaixão.

O Reparador deixou grandes ensinamentos de humildade: ao lavar os pés dos seus discípulos, assim como nos ensinou o amor ao próximo e a caridade, quando mitigava o sofrimento dos pobres.

Suas bem-aventuranças são os humildes que alcançam o Reino dos Céus, humildes no coração, nos sentimentos e na alma.

O homem pode nascer com tendências à virtude da humildade, pode nascer humilde, como também pode trabalhar para adquiri-la.

A humildade é uma virtude que atua sem ilusão, sendo guiada pela razão. Um bom conhecimento teórico da humildade favorecem o aprofundamento nesta virtude assim como também o conhecimento exato de nossas limitações.

A humildade produz no interior do homem alegria, paz e serenidade, todo o ser tem conformidade do que ele realmente é e se sente satisfeito em sua fraqueza.

A força da virtude está na alma e não precisamos ser santos para ter humildade, afastando o orgulho, a vaidade, a prepotência e o egoísmo, tal como disse Davi em seus Salmos: "oferecendo o arrependimento ao Senhor, de nossas faltas, seremos melhores". É neste ser que encontramos eloqüente expressão de humildade a virtude que o coroou com majestade.

Quando Deus disse a Davi que Ele o tinha escolhido para ser rei, Davi prostrou-se diante de Deus e exclamou: "Nada fiz de merecedor, todas as minhas realizações foram inteiramente as Tuas ações".

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Palavras do Venerável


O Venerável-Mestre da Loja Maçonica Vitória Régia Nº 33, Municipio de Oriximiná -Pará, Irmão DALTON PINHEIRO DE SOUZA, manifestou-se através de nosso blog, com o seguinte texto:





A Maçonaria sempre exigiu comportamento ético de seus Iniciados. Dentro da ordem e no mundo profano, isto é na sociedade existente fora de nossas colunas.
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O Maçom convence pelo exemplo de vida em todas as atividades sociais, ou seja no trabalho, na família, na Igreja, enfim em todas as áreas onde possa conviver com pessoas e entidades.
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Tal maneira de viver só se pode esperar do Maçom verdadeiramente dedicado à Sublime Instituição e à felicidade das gentes. A Maçonaria, nesse sentido, é uma escola.
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O aperfeiçoamento individual dos seus obreiros é apanágio da Maçonaria. Processo que inclui o desenvolvimento intelectual, moral e espiritual. As grandes idéias da Maçonaria são levadas ao mundo profano, que, assim, se enriquece, melhora seu próprio nível de percepção e fortalece a Ordem.
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Qualquer deslize do Maçom em seu labor cotidiano no meio em que vive representa um golpe na visibilidade da Ordem e um prejuízo para humanidade.
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Temos, portanto, de ser generosos em nossos esforços para elevar a qualidade do homem maçom, o nível de moralidade da sociedade humana e o grau de desinteresse pessoal de seus líderes no exercício de funções nas quais estejam colocados.

Fraternalmente,

Dalton Pinheiro de Souza
Venerável-Mestre

Revista Super Interessante fala sobre a Maçonaria


Primeiramente gostaria de informar aos poucos mais importantes leitores e freqüentadores do nosso humilde BLOG, que tentaremos na medida do possível atualizá-lo freqüentemente.

Hoje trago a nobre mais um assunto liga a Ordem maçônica, a qual eu faço parte como Mestre Maçom, e retornado minhas atividades com obreiro regular da minha tão amada Loja Maçônica Vitoria Regia Nº 33

Na edição de Dezembro / 2009 da Revista Super Interessante, traz uma reportagem especial sobre "A Verdade Sobre a Força da Maçonaria".


A matéria trata do novo best seller do autor Dan Brown, "O Símbolo Perdido", e ainda, as influências dos Irmãos no decorrer dos séculos.

Confira a reportagem na íntegra:Clique em sante-dezembro-de-2009.pdf e aguarde Download